Ronco e Apneia do Sono: o que é e como tratar sem cirurgia e sem CPAP
Entenda a diferença entre ronco simples e apneia obstrutiva do sono, os riscos para a saúde e as principais opções de tratamento — do aparelho intraoral ao CPAP e à cirurgia ortognática.
Conteúdo escrito e revisado por Dr. Guilherme Lima, cirurgião bucomaxilofacial (CRO-RJ 38327), membro da Sociedade Brasileira de Medicina do Sono. As informações deste artigo são educativas e não substituem avaliação individualizada.
O ronco é o som produzido pela vibração dos tecidos moles da garganta durante o sono. Quando ele vem acompanhado de pausas na respiração, sonolência diurna e cansaço mesmo após uma noite inteira dormida, é sinal de que pode existir uma apneia obstrutiva do sono (AOS).
Qual a diferença entre ronco e apneia do sono?
O ronco simples é apenas o barulho — sem interrupção da respiração. Na apneia, a via aérea colapsa parcial ou totalmente, reduzindo a oxigenação e fragmentando o sono. Mais de 46% das pessoas entre 30 e 70 anos têm algum grau de ronco ou apneia, segundo estudos populacionais brasileiros.
Sintomas mais comuns
- Ronco alto e frequente
- Pausas respiratórias observadas pelo parceiro
- Sensação de sufocamento noturno
- Sonolência excessiva durante o dia
- Dor de cabeça ao acordar
- Dificuldade de concentração e memória
Quais são os riscos de não tratar?
A apneia não tratada aumenta significativamente o risco de hipertensão, infarto, AVC, diabetes e Alzheimer. Também está associada a acidentes de trânsito e piora da qualidade de vida.
Opções de tratamento
Aparelho intraoral (AIO): primeira escolha para casos leves e moderados. Um dispositivo personalizado avança suavemente a mandíbula, abrindo as vias aéreas. É silencioso, confortável e recomendado pela American Academy of Sleep Medicine.
CPAP: padrão ouro para apneia grave. Fornece pressão positiva contínua na via aérea. Pacientes que não se adaptam ao CPAP têm no aparelho intraoral a melhor alternativa.
Cirurgia ortognática: indicada quando existe uma causa estrutural, como mandíbula recuada ou maxila estreita. Amplia o espaço posterior da língua.
Higiene do sono: perda de peso, controle de álcool e sedativos, dormir de lado e rotina regular potencializam qualquer tratamento.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico começa com a avaliação clínica e é confirmado por polissonografia — o exame do sono. A partir dele, definimos a gravidade e o tratamento mais indicado.
Se você se identifica com esses sintomas, agende uma avaliação com o Dr. Guilherme Lima, cirurgião bucomaxilofacial especialista em medicina do sono, na Barra da Tijuca — Rio de Janeiro.
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