Tratamento
Aparelho intraoral para ronco e apneia do sono no Rio de Janeiro
Resposta direta
O aparelho intraoral (AIO) de avanço mandibular é um dispositivo de uso noturno, feito sob medida, que mantém a mandíbula e a língua em posição mais anterior durante o sono, ampliando o espaço da via aérea. É uma opção consolidada para ronco primário e para apneia obstrutiva leve a moderada, e alternativa para quem não se adapta ao CPAP. A indicação depende do exame do sono, da anatomia e da saúde dentária; os resultados variam conforme o caso e são confirmados por reavaliação com exame.
A indicação depende da avaliação individual e, quando necessário, do exame do sono.
O que é o aparelho intraoral?
É um dispositivo intrabucal, geralmente em duas placas conectadas, usado durante o sono. Diferente de placas de bruxismo, ele foi projetado para reposicionar a mandíbula para frente (avanço mandibular) de forma controlada e ajustável. A confecção é individualizada, a partir de escaneamento digital ou moldagem, e o grau de avanço é definido progressivamente.
Como funciona?
Durante o sono, a musculatura da faringe relaxa. Em vias aéreas mais estreitas ou com tendência ao colapso, esse relaxamento gera vibração (ronco) e, em parte dos casos, pausas respiratórias (apneias e hipopneias). Ao avançar a mandíbula, o aparelho traciona indiretamente a base da língua e tensiona estruturas faríngeas, reduzindo a tendência ao colapso e a vibração.

Para quem o aparelho intraoral é indicado?
- Ronco primário, sem apneia significativa no exame do sono.
- Apneia obstrutiva leve a moderada, conforme o IAH e os sintomas.
- Pacientes que não toleram ou recusam o CPAP.
- Casos graves selecionados, quando há intolerância ao CPAP, com acompanhamento rigoroso.
- Pacientes com dentição e periodonto em condições de suporte.
Quando não é indicado?
- Doença periodontal ativa ou número insuficiente de dentes.
- Disfunção de ATM com dor descompensada, até estabilização.
- Obstrução nasal importante não tratada, que limita a resposta.
- Apneia grave com dessaturações acentuadas em que o CPAP ou a cirurgia tende a oferecer melhor controle.
Em várias dessas situações a conduta não é simplesmente descartar o aparelho, mas tratar a condição limitante antes ou combinar abordagens.
Aparelho intraoral ou CPAP?
| Critério | Aparelho intraoral | CPAP |
|---|---|---|
| Gravidade usual | Ronco, apneia leve a moderada | Qualquer gravidade, referência na grave |
| Adesão | Tende a ser maior pelo conforto e portabilidade | Depende de adaptação à máscara e ao fluxo |
| Redução do IAH | Parcial na maioria dos casos, variável | Costuma ser mais ampla quando bem tolerado |
| Manutenção | Ajustes periódicos e controle dentário | Troca de insumos e ajuste de pressão |
A comparação não define um vencedor universal: o melhor tratamento é o que o paciente usa todas as noites com controle objetivo dos eventos respiratórios.
Como é feito o diagnóstico antes do aparelho?
A avaliação inclui história clínica e do sono, exame das vias aéreas, boca, dentes e ATM, e o exame do sono — polissonografia laboratorial ou poligrafia domiciliar validada. Quando necessário, exames de imagem complementam a análise da anatomia. Esse conjunto define se o aparelho pode ser indicado e serve como referência para medir a resposta.
Saiba mais em tratamento da apneia do sono e em qual tratamento é indicado para mim.
Ajustes, acompanhamento e reavaliação
Após a instalação, o aparelho passa por titulação: avanços pequenos e progressivos até o melhor equilíbrio entre controle dos sintomas e conforto. Depois, o acompanhamento verifica mordida, dentes, gengivas e ATM, e uma nova avaliação com exame do sono documenta objetivamente o resultado.
Efeitos adversos possíveis e relação com a ATM
Salivação aumentada, boca seca, sensibilidade dentária e desconforto muscular matinal são comuns no início e geralmente transitórios. Com uso prolongado, pequenas alterações na mordida podem ocorrer. Em pacientes com histórico de disfunção temporomandibular, o avanço é planejado com cautela e monitorado.
Limitações do tratamento
O aparelho atua enquanto está em uso; não elimina fatores como excesso de peso, obstrução nasal ou alterações estruturais dos maxilares. Em parte dos pacientes a redução do IAH é parcial, exigindo combinação de medidas, mudança de estratégia ou avaliação de tratamento cirúrgico.
Perguntas frequentes
Sim, em casos selecionados. O aparelho intraoral de avanço mandibular é reconhecido por diretrizes internacionais de medicina do sono como opção para ronco primário e apneia obstrutiva leve a moderada, e como alternativa para pacientes que não toleram o CPAP. A magnitude da resposta varia entre pacientes e é medida por novo exame do sono com o aparelho em uso.
Atendimento na Barra da Tijuca
O acompanhamento é realizado no consultório na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, com atendimento também a pacientes do Recreio, Jacarepaguá e demais regiões da cidade. Veja detalhes de acesso em atendimento na Barra da Tijuca.
Continue aprendendo
- Entender o resultado do exameVer se o seu laudo aponta para um caso em que o aparelho é considerado.
- Diagnóstico da apneia do sonoO que a avaliação examina antes de indicar um dispositivo.
- Cirurgia para apneia do sonoQuando a causa é estrutural e o aparelho não é a melhor via.
- Dr. Guilherme LimaFormação e como o acompanhamento é conduzido.
O aparelho intraoral pode ser indicado no seu caso?
A resposta depende do seu exame do sono, da anatomia da via aérea e da sua saúde dentária. A avaliação define se o aparelho é adequado e o que esperar dele.
Não sabe por onde começar? Veja o guia de decisão de tratamento.