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Tratamento do ronco no Rio de Janeiro

Resposta direta

O tratamento do ronco começa pela identificação da causa e pela distinção entre ronco primário e ronco associado à apneia obstrutiva do sono — o que exige um exame do sono. A partir do diagnóstico, as condutas mais usadas são medidas comportamentais e nasais, aparelho intraoral de avanço mandibular, terapia com CPAP e, em casos estruturais selecionados, cirurgia de avanço maxilomandibular. A resposta varia conforme a anatomia e a adesão.

A indicação depende da avaliação individual e, quando necessário, do exame do sono.

O que é o ronco?

O ronco é o som produzido pela vibração dos tecidos moles da faringe quando o ar passa por um espaço estreitado durante o sono. Palato mole, úvula, base da língua e paredes faríngeas vibram porque a musculatura relaxa e a via aérea perde parte do seu suporte.

Quais são as causas do ronco?

  • Obstrução nasal: rinite, desvio de septo, hipertrofia de conchas.
  • Anatomia da faringe: palato longo, úvula volumosa, amígdalas grandes.
  • Posição dos maxilares: mandíbula retruída ou maxila estreita.
  • Excesso de peso e acúmulo de gordura cervical.
  • Álcool, sedativos e privação de sono, que aumentam o relaxamento muscular.
  • Dormir em decúbito dorsal, que favorece a queda da língua.

Ronco simples ou ronco com apneia?

No ronco primário, há ruído sem pausas respiratórias significativas nem queda relevante de oxigenação. No ronco associado à apneia, ocorrem interrupções parciais ou totais do fluxo de ar, microdespertares e fragmentação do sono. Sinais de alerta incluem engasgos noturnos, pausas notadas por acompanhantes, sonolência diurna e cansaço persistente.

Entenda o quadro completo em tratamento da apneia obstrutiva do sono.

Como é feito o diagnóstico?

A avaliação clínica investiga sintomas, hábitos, obstrução nasal, anatomia bucal, posição dos maxilares e ATM. O exame do sono — polissonografia laboratorial ou poligrafia domiciliar validada — quantifica os eventos respiratórios pelo índice de apneia e hipopneia (IAH) e mede a oxigenação. Quando há hipótese de causa estrutural, exames de imagem e endoscopia do sono podem localizar o ponto de colapso.

Quais tratamentos existem para o ronco?

Medidas comportamentais e higiene do sono

Redução de peso quando há excesso, evitar álcool e sedativos próximo ao sono, tratamento da obstrução nasal, terapia posicional e horários regulares de sono. São medidas de base, úteis em quase todos os casos.

Aparelho intraoral de avanço mandibular

Dispositivo noturno sob medida que mantém a mandíbula em posição anterior, ampliando a via aérea. É uma das principais opções para ronco primário e apneia leve a moderada. Veja a página do aparelho intraoral.

CPAP

Aparelho que gera pressão positiva contínua na via aérea, mantendo-a aberta durante o sono. É a referência para apneia grave e depende de boa adaptação à máscara.

Tratamento cirúrgico

Em casos com causa anatômica definida, procedimentos nasais, faríngeos ou a cirurgia de avanço maxilomandibular podem ser considerados. Veja quando a cirurgia pode ser indicada.

Quando procurar um especialista?

Sempre que o ronco for frequente e acompanhado de pausas respiratórias, sonolência, cansaço ao acordar, dor de cabeça matinal, dificuldade de concentração, hipertensão de difícil controle ou impacto na convivência. A investigação precoce evita anos de sono fragmentado.

Perguntas frequentes sobre ronco

Não. Existe o ronco primário, sem pausas respiratórias relevantes, e o ronco associado à apneia obstrutiva do sono. Só o exame do sono diferencia os dois quadros, porque a intensidade do ruído não indica a gravidade.

Continue aprendendo

Quer saber qual tratamento pode ser indicado no seu caso?

A definição do tratamento depende do exame do sono, da anatomia das vias aéreas e da sua adaptação. A avaliação esclarece as opções possíveis para o seu caso.

Não sabe por onde começar? Veja o guia de decisão de tratamento.